Bom fim de semana.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
outono
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
melodia
A mulher ouviu a música e pensou, directo, nos dois miúdos. Comoveu-se, sentiu-se quente por dentro. Como alguém dissera uma vez, eles eram o Amor que não passa. Então, ela dedicou-lhes a melodia escrevendo como já escrevera e voltaria escrever vezes sem conta: "Aos meus filhos, as minhas obras mais perfeitas."
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
o anjo estava sentado
O anjo estava sentado ali. No mesmo local onde sempre estivera, uma estrada paralela à linha da vida da mão direita dela. Ela disse-lhe
- Obrigada por me ajudares a receber tanto.
Ele sorriu num sorriso quase sem dentes porque não era um anjo como o dos filmes, alto, loiro, etéreo e branco. Era pequeno, magro, moreno, de cabeça limpa e pequenos óculos. Ele sorriu mais ainda, ela mergulhou num mar sereno e o anjo rematou:
- Foste tu. Eu só dei um pequeno empurrão a partir do momento em que tu acreditaste.
O mundo abriu e estendeu-se para novas dimensões.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
os recados
Mensagens importantes para todos aqueles que, como diz a Patrícia Reis, têm o meu Amor: nestes momentos, não andem no meio da estrada, tentem passar por entre os pingos da chuva, tomem decisões, evitem o medo. Não são invenções minhas. São recados que recebi ontem de alguém infinitamente mais sábio, mais generoso e mais amoroso que eu.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
"há quem tenha medo que o medo acabe."
Para começar bem a semana, vale a pena ouvir até ao fim.
(obrigada Pat por este maravilhoso roubo)
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
e já tinha sete
O irmão de um grande amigo meu adoptou cinco crianças. Já tinha sete filhos. Ainda há gente muitíssimo boa. Bom fim de semana.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
bonito do mundo
Era a oitava viagem de carro naquele dia entre das e vindas a diferentes colégios, reuniões com clientes, almoços de prospecção, aulas na Faculdade. No penúltimo trajecto, duas raparigas passaram sorrindo no passeio. A mulher olhou pela janela do automóvel, contemplou a beleza da adolescência. Fez um rewind, lembrou-se da sua, visualizou o filho mais velho. É certo que tem muito de exterior mas na realidade somos realmente belos nessa altura. Puramente belos, sem artifícios. O simples facto de pensar nisso, fê-la sentir-se revigorada. Nada fazia disparar mais o seu poder de osmose quanto o bonito do mundo.
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