terça-feira, 15 de janeiro de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
prioridades
À beirinha de começar uma nova semana, a mulher decidiu que no final da mesma escreveria as suas prioridades para esse ano. No momento em que tomou a decisão, como partículas de azeite a emergirem da água, as primeiras prioridades saltaram para o topo. A mulher pensou como era curioso não ter de fazer esforço para hierarquizar o que era importante. Essas coisas estavam sempre lá, aguardando o momento de aparecer. Bastava tomar a decisão.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
wild wisdom
A mulher olhou o lixo de longe. Teve de obrigar-se, mesmo, a uma visão perspectivada de todos os ângulos; ela sabia que o primeiro impulso seria explodir com a porcaria para o espaço, mas quarenta e sete anos tinham-na feito aprender a domar, com custos, o seu maior defeito: a impaciência. Era mais inteligente esperar e compreender a melhor solução. Nem todos os lixos da vida se resolviam com uma vassoura e uma pá, era muita ingenuidade fazê-lo na idade adulta. A mulher decidiu então transformar-se num felino esperto: engoliu a fome, bocejando, e serenou, sabendo que a melhor oportunidade não tardaria a chegar porque seria ela quem decidiria o momento certo de despejar.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
começar bem o ano
Comecei o ano com Cloud Atlas, um filme extraordinário.
Neste momento, nas horas vagas, encontro-me em estado de devorar o livro a cada palavra, procurando encontrar as pontes descobertas na visão dos realizadores e talvez algumas mais.
Dá que pensar, sobretudo no medo e nas concepções (ainda) vigentes de poder que é necessário desafiar e questionar.
2013 é o ano de libertação.
O ano de podermos ser a tal gota de água que se junta a muitas outras por forma a criar a maré perfeita.
Venham os ventos e a força de acreditar.
sábado, 22 de dezembro de 2012
esperando pelo pai natal
Perdoem-me os amigos, os conhecidos, os desconhecidos e todos aqueles que passam por aqui e têm a generosidade de ler tudo aquilo que vejo, antevejo ou imagino. Perdoem-me mas até 2013 vou esperar noite e dia pelo Pai Natal e isso exige paciência, bom ouvido, dedicação e muita fantasia.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
a lição dos pinguins
A mulher soube de mais alguém bem próximo que iria ser obrigado a fechar a sua empresa pelas dificuldades dos tempos. Pensando no seu caso, a mulher agradeceu. Agradeceu tudo o que lhe cabia em sorte. Afinal, nas actuais circunstâncias, de nada valia o pânico por solidariedade. Pelo menos na sua forma de ver as coisas, o melhor mesmo era manter o foco, acreditar, e, usando a lição dos pinguins do Madagáscar, sorrir e acenar, sorrir e acenar de forma irónica, em jeito de careta infantil a esta crise filha da mãe que levava a energia de tanta gente.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
pedido de ano novo
Tenho saudades das Oficinas de Escrita da minha amiga Patrícia.
Ela diz que não sabe por que razão eu vou; mas eu sei. As Oficinas da Patrícia significam sair de coração cheio porque a cabeça e a imaginação ginasticaram as palavras, agarraram ideias adormecidas e empurraram-nas até saírem do casulo preguiçoso, rebentaram-lhes com as fraldas e obrigaram-nas a esticarem as pernas para caminhar com vida própria. Doideira? Talvez sim e tão boa. Anda lá Patrícia, faz-me o gosto, inventa mais uma Oficina em 2013.
Ela diz que não sabe por que razão eu vou; mas eu sei. As Oficinas da Patrícia significam sair de coração cheio porque a cabeça e a imaginação ginasticaram as palavras, agarraram ideias adormecidas e empurraram-nas até saírem do casulo preguiçoso, rebentaram-lhes com as fraldas e obrigaram-nas a esticarem as pernas para caminhar com vida própria. Doideira? Talvez sim e tão boa. Anda lá Patrícia, faz-me o gosto, inventa mais uma Oficina em 2013.
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