quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Haja orgulho

Ainda não tinha visto, confesso. Mas foi um prazer descobrir que ainda existem portugueses que se orgulham da sua nacionalidade e que, por isso mesmo, recuperaram objectos marcantes da mesma, colocando-os na categoria de state-of-the-art. De facto, produtos como os sabonetes da Ach Brito já são referências internacionais e temos muito mais com que nos sentir vaidosos de ser portugueses. Um dos meus exemplos mais queridos são as andorinhas de Rafael Bordalo Pinheiro ou os lápis da Viarco; e descobri muitos mais no site de Catarina Portas, em si já uma peça de bom gosto e cuidado extremo. Assim se tratam as nossas raízes e assim deveria o país inteiro ser sentido por habitantes e, sobretudo, políticos. À falta disso, resta a esperança bonita daqueles que puseram mãos à obra e tratam Portugal com o respeito que merece e que muitas vezes apenas devotamos ao estrangeiro.
www.umacasaportuguesa.pt faz agora parte dos meus Bookmarks; ou, por outras palavras, e em bom português, faz parte dos meus Favoritos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Adultos a dormir que nem bebés

Ao fim de quatro meses e meio esta foi a segunda noite em que descansei ao longo de sete horas seguidas. O meu filho mais recente, graças a uma nova maturidade e com a pequena ajuda de um biberon reforçado à uma da manhã, conseguiu aguentar mais tempo sem necessidade de comer. Que felicidade. Já não me lembrava o que era dormir tanto tempo. Posso dizer que, nestas noites, eu sim, dormi que nem um bebé.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

E vale mesmo

Se não mo tivessem recomendado provavelmente passaria ao lado e julgá-lo-ía injustamente como mais um livreco de auto-ajuda cheio de clichées e frases óbvias, prontas a consolar e dar segurança ao mais básico dos seres humanos. Confesso que o comprei meio descrente e agora engulo com preceito o sapo dos julgamentos à pressa. Vai valer a pena é, em escrita simples e escorreita, um livro que nos demonstra como não sabemos lidar com o casamento, o quão pouco preparados estamos para ele e, mais grave, o ínfimo que fazemos para nos preservar a nós próprios e garantir a nossa felicidade. Mas ali também se percebem as razões para que não saibamos fazer tanta coisa; entre elas, o facto de o casamento ser algo demasiado recente na história da espécie humana e o divórcio ainda mais, o que não nos permite ter armas para poder tomar decisões com segurança. Contudo, o que o afasta do meu preconceito inicial são duas coisas: não se prometem casamentos de contos de fadas para os quais apenas é necessário encontrar o príncipe ou a princesa encantados. Não. Nas letras de Joaquim Quintino Aires, os príncipes e princesas de cada um são eles próprios. E, o que poderia ser também tema fácil (e é-o em muitas edições de conteúdo de revista côr-de-rosa), também não se menospreza o casamento. Mais uma vez, não. O casamento é apresentado como uma das mais perfeitas formas de desenvolvimento pessoal. A diferença é que se insiste ao longo de todo o livro que é isso que ele deve ser; a partir do momento em que se transforme numa fonte de castração ou involução pessoal não deveria ser mantido. Vai valer a pena dá que pensar e pode chegar mesmo a incomodar por nos questionar de maior ou menor maneira. Só que a vida é demasiado curta para se passar por ela sem a ter vivido. É o que eu acho.

sábado, 8 de agosto de 2009

O amor não tem fim

Quando tive o meu primeiro filho pensei como era possível repartir um sentimento tão grande por mais algum. Pensei inclusivamente na minha mãe, progenitora de quatro e admirei-a por ser capaz. Este ano, nasceu o meu segundo filho. Nesse momento preocupei-me: seria realmente capaz de amar os dois de igual maneira e intensidade? Hoje sei que sim. O amor é deveras infinito. E em mim, graças a Deus, muito mais duradoiro que os ressentimentos, as raivas ou o despeito. Não há lugar para o ódio no meu coração. Mas tenho a capacidade de amar muito para além do que alguma vez imaginei. Mais um ensinamento que recebo destes seres pequeninos que lá no alto nos escolhem, confiando que seremos capazes de o fazer e nada mais.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Os cuidados do Rebocho

No escritório, tenho duas orquídeas e uma árvore japonesa de mais de um metro de altura a que dei carinhosamente o nome de Golias. Desde o nascimento do meu filho mais novo, todas estas plantas têm sobrevivido, e muito bem, graças aos cuidados do Senhor Rebocho, o ajuda-a-todos lá do pátio. Como se esta ajuda de mais de quatro meses não bastasse, este nosso anjo da guarda ainda me enviou hoje uma mensagem a demonstrar a sua preocupação por ir de férias na segunda quinzena deste mês e assim "as plantinhas ficarem sem quem cuide delas"...
Ainda dizem que não há gente boa neste mundo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A espera doce

São quatro e meia da tarde. O telemóvel toca.

- Alexa...

- Sim, João...

- Ligaram da Revista "Os Meus Livros". Na edição de Setembro vai ser publicada a primeira recensão do teu livro.

Um arrepio percorre-me. Não é medo mas antes nervoseira. É bom. É sinal de que, pelo menos, fui lida. Agora, resta apenas aguentar a espera doce que antecede sempre todo e qualquer desafio a que sou submetida.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A volta

É bom regressar, sentindo o nosso cheiro nas coisas por nós escolhidas, reencontrando em casa o espaço que criámos para viver connosco. Mais ainda quando a serenidade que nos é própria está de volta e a paz se instala definitivamente no nosso interior. Nada nem ninguém nos dá mais segurança que o reencontro com nós próprios. Essa sim, é a verdadeira felicidade.